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Tecno Barca potencializa arte, memória e cultura amazônica em estudantes da comunidade Vila Progresso

O Amapá News | 17/09/2026

Tecno Barca potencializa arte, memória e cultura amazônica em estudantes da comunidade Vila Progresso 8ª Residência Artística promove oficinas que aproximam estudantes da arte, literatura, tradição oral e vivências do território do Bailique

A arte, a literatura e os saberes da Amazônia ganharam espaço na rotina de estudantes do Bailique durante a 8ª Residência Artística Tecno Barca. Realizada de 12 a 25 de agosto, na Comunidade Vila Progresso, a iniciativa promoveu oficinas voltadas à criação, à memória e à valorização das experiências vividas no território amazônico.
As atividades reuniram alunos das Escolas Estaduais Cláudio dos Santos e Bosque do Amapá, além da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Vila Progresso. Por meio das oficinas, os estudantes foram convidados a transformar suas vivências, histórias e percepções sobre a comunidade em produções artísticas e literárias.

Entre as atividades realizadas esteve a oficina “Entre Folhas e Visagens”, ministrada pela artista Raíssa Sá. A proposta trabalhou a criação de máscaras orgânicas inspiradas nos seres encantados das matas e dos rios amazônicos e utilizou elementos da natureza e referências da tradição oral para estimular a imaginação dos participantes.

Segundo a oficineira, a atividade também possibilitou a construção e a escuta de histórias relacionadas à própria comunidade. “A proposta foi criar um espaço de imaginação, mas também de escuta. A partir dos elementos da natureza e das histórias dos seres encantados, os estudantes puderam construir suas próprias narrativas e perceber que muitas dessas histórias fazem parte da memória e da identidade da própria comunidade”, explicou Raíssa Sá.

Outra experiência desenvolvida foi a oficina “Entre Águas e Palavras: arte, literatura e território no Bailique”, conduzida por Dauan Lopez. A atividade utilizou leitura e escrita criativa para estimular os alunos a reconhecer e expressar suas vivências, conhecimentos e referências culturais por meio da literatura.
Para o oficineiro, a proposta buscou principalmente aproximar os estudantes da cultura do Norte e despertar novas percepções a partir das experiências e temas presentes no cotidiano da comunidade.
“A ideia foi aproximar os estudantes da literatura a partir daquilo que eles já conhecem e vivenciam. O território, a cultura do Norte e as experiências do cotidiano podem ser grandes fontes de inspiração para a escrita e para a criação artística”, destacou Dauan Lopez.

Estudantes transformam vivências em palavras
Entre os participantes esteve Iego Lorran, de 15 anos, morador da Comunidade Vila Progresso. Durante a oficina, ele participou da leitura de um poema sobre a Amazônia e da produção de uma carta sobre o futuro. A experiência possibilitou ao estudante colocar no papel sonhos e expectativas para os próximos anos. Na carta, Iego compartilhou o desejo de se tornar jogador de futebol ou bombeiro, cursar uma faculdade e se formar.
“Escrever a carta foi uma forma de pensar no meu futuro e colocar meus sonhos no papel. Quero ser jogador de futebol ou bombeiro, fazer uma faculdade e me formar. Foi uma experiência muito boa participar da oficina”, contou o estudante.

A Tecno Barca foi contemplada no Programa Funarte de Ações Continuadas 2025 do Ministério da Cultura, e amplia sua atuação, permanência e laços junto às comunidades ribeirinhas do Arquipélago do Bailique.

Texto: Márcia Fonseca - Jornalista. 
Contato:  96 98406-1389. 
Assessoria de Comunicação Associação Gira Mundo